segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Final Fantasy VI | Resenha

Lançado originalmente para SNES em 1994, quando a série era exclusiva da Nintendo, Final Fantasy VI é um dos mais belos e trabalhados RPGs 2D que já joguei. Pelo fato de se tratar de um jogo lançado nos últimos anos do console, FFVI utiliza todo o poder gráfico de uma máquina de 16 bits oferecendo uma arte impecável, com vários momentos memoráveis e uma trilha sonora incrível pra quem está acostumado com essas tosqueiras japonesas de sempre. Sério, jogue com fones.

A versão que joguei é o remake de GBA, que pelo que li é bem parecida com a original. No total você joga com 14 personagens, porém apenas com quatro ao mesmo tempo. O sistema de luta é bem clássico, introduzindo alguns conceitos que repercutiram em jogos posteriores. Ao invés das batalhas serem lineares, por turnos, desta vez a ação acontece (quase) em tempo real, onde você deve esperar a barrinha do seu personagem encher pra poder efetuar alguma ação.

A história do jogo é meio clichêzinha, como os RPGs orientais em geral, mas tem uma concepção interessante de mundo onde a magia não prevalece, sendo poucas as pessoas que podem utiliza-lá. Ou seja, alguns personagens tem armas de fogo automáticas enquanto outros são ninjas que ficam invisíveis. Ai, japoneses... É nesse contexto que surge Terra, uma garota que usa magias e é procurada por um tal de Kefka, uma especie de ditador maluco que quer usa-la como sua guerreira. Daí a Terra encontra outros aventureiros que fazem parte de uma resistência contra a opressão do Kefka e decide juntar-se a eles. Não é "ooh que profundo"  mas tem lá seus momentos empolgantes.

Um ponto forte do jogo é justamente a sua urgência, você passa por momentos de aperreio em que tem que correr para proteger um personagem chave da historia enquanto os inimigos vêm em hordas te atacar. Logo no inicio você já começa lutando com personagens fortes, sem aquela enrolação fajuta que os orientais sempre tentam nos empurrar. Até rolam umas partes em 3D, meio tosquinho, claro, mas que ajuda a manter a dinâmica do jogo. Depois de algum tempo jogando você pega intimidade de alguns personagens e já sabe o que usar na hora dos combates, o que cada um é bom de fazer e etc. Nesse sentido o jogo é  bem divertido.

Lançado em 2007, final de vida do GBA, é um titulo indispensável se você gosta de RPG e curte um trabalho bem feito onde cada aspecto do game é impecável: desde a trilha sonora até os diálogos, o sistema de combate intrincado e a dinâmica de personagens. Talvez, assim como eu, você não tenha paciencia de fazer 100%, mas vale a pena se você só quiser se divertir por algumas horinhas. 

Destaque para a maravilhosa Opera House com verdadeiras obras-primas musicais em 16-bit (e uma das partes mais divertidas da aventura, onde você tem até que acertar a letra da música a ser cantada) e o Cid, personagem que vive num laboratório e é muito parecido com... Walter White.

Nenhum comentário:

Postar um comentário